Sequência didática de leitura e escrita com o texto "Meu primeiro beijo" de Antonio Barreto from Camila Little
CAMILA NOGUEIRA
CAMILA NOGUEIRA
AVESTRUZ (MARIO PRATA)
1. Questionamento sobre o título do
texto.
2. Levantamento de hipóteses e
conhecimento prévio do aluno.
3. Mostrar as diferenças entre as
características de um avestruz e um animal de estimação doméstico através de
imagens.
4. Análise do texto, com elementos e
características da narrativa (crônica).
5. Questionamentos sobre o texto.
6. Reescrita do texto.
7. Comparação com a crônica "Da utilidade dos animais" de Carlos
Drummond de Andrade, o qual aborda "para que servem os animais", que
é o contrário da crônica analisada, que trata
da domesticação dos animais. Podendo ser analisado os diferentes pontos de
vista sobre os diversos tipos animais.
CRISTIANA
APARECIDA BUSSADORI PAPASSIDRO
ANA PAULA BUCK MARCOS RICCIOPPO
MARTINS
Avestruz
Mário
Prata
O filho de uma grande amiga pediu,
de presente pelos seus dez anos,
uma
avestruz. Cismou, fazer o quê? Moram em um apartamento em
Higienópolis,
São Paulo. E ela me mandou um e-mail dizendo que a culpa era minha. Sim, porque
foi aqui ao lado de casa, em Floripa, que o menino
conheceu
as avestruzes. Tem uma plantação, digo, criação deles. Aquilo
impressionou
o garoto.
Culpado, fui até o local saber se
eles vendiam filhotes de avestruzes. E se entregavam em domicílio.
E fiquei a observar a ave. Se é que
podemos chamar aquilo de ave. A
avestruz
foi um erro da natureza, minha amiga. Na hora de criar a avestruz, Deus devia
estar muito cansado e cometeu alguns erros. Deve ter criado primeiro o corpo,
que se assemelha, em tamanho, a um boi. Sabe quanto pesa uma avestruz? Entre
100 e 160 quilos, fui logo avisando a minha amiga. E a altura pode chegar a
quase três metros. 2,7 para ser mais exato.
Mas eu estava falando da sua criação
por deus. Colocou um pescoço que não tem absolutamente nada a ver com o corpo.
Não devia mais ter estoque de
asas
no paraíso, então colocou asas atrofiadas. Talvez até sabiamente para evitar que
saíssem voando em bandos por aí assustando as demais aves normais.
Outra coisa que faltou foram dedos
para os pés. Colocou apenas dois
dedos
em cada pé. Sacanagem, Senhor!Depois olhou para sua obra e não sabia se era uma
ave ou um camelo. Tanto é que logo depois, Adão, dando os nomes a tudo que via
pela frente, olhou para aquele ser meio abominável e disse: Struthio camelus
australis. Que é o nome oficial da coisa. Acho que o struthio deve ser aquele
pescoço fino em forma de salsicha.
Pois um animal daquele tamanho
deveria botar ovos proporcionais ao seu corpo. Outro erro. É grande, mas nem
tanto. E me explicava o criador que elas vivem até os setenta anos e se
reproduzem plenamente até os quarenta, entrando depois na menopausa, não têm,
portanto, TPM. Uma avestruz com TPM é
perigosíssima!Podem gerar de dez a trinta crias por ano, expliquei ao garoto,
filho da minha amiga. Pois ele ficou mais animado ainda, imaginando aquele
bando de avestruzes correndo pela sala do apartamento.
Ele insiste, quer que eu leve uma
avestruz para ele de avião, no domingo. Não sabia mais o que fazer.
Foi
quando descobri que elas comem o que encontram pela frente,
inclusive
pedaços de ferro e madeiras. Joguinhos eletrônicos, por exemplo.
máquina
digital de fotografia, times inteiros de futebol de botão e,
principalmente,
chuteiras. E, se descuidar, um mouse de vez em quando cai bem.
Parece que convenci o garoto. Me
telefonou e disse que troca o avestruz por cinco gaivotas e um urubu.Pedi para
a minha amiga levar o garoto num psicólogo. Afinal, tenho mais o que fazer do
que ser gigolô de avestruz.
PRATA,
Mário. Avestruz. 5ª série/ 6º ano vol. 2
Caderno
aluno p. 9
Caderno
do Professor p. 18
Situação de aprendizagem texto "Avestruz" de Mario Prata from Camila Little
Por Claudia de Lima Mandu Ferraz de Arruda
Por Claudia de Lima Mandu Ferraz de Arruda


