Inspiração, emoção, alucinação...
Ler, para mim, não é só necessidade, é , acima de tudo, prazer!
Lembro-me de ter lido de tudo, mas o que mais gosto de ler são contos e crônicas...O livro que li que mais me marcou foi "Alucinado som de tuba" de Frei Betto. O enredo mexeu muito comigo, pois a minha vida era muito diferente da do personagem principal. Mas o que gosto de ler mesmo são contos de terror, suspense. Eles me excitam e me fazem imaginar se aquilo realmente acontecesse como seria... É de arrepiar...
Gostaria de ter mais tempo para ler. Minha vida é muito corrida . Mas toda vez que tenho uma oportunidade eu leio, mesmo que seja um pequeno poema.
Minha professora da 7ª série foi minha grande inspiração. Nas aulas de leitura ela trazia muitos livros para a sala e nós escolhíamos aquele que queríamos ler. Era muito bom.Meu professor de História também. Ele era demais. Muito culto e grande leitor. Muito político e crítico. Foi com ele que aprendi a resenhar. Sou fã de carteirinha da Ivone e do Moacyr. Espero que um dia alguns de meus alunos possam dizer o mesmo de mim.
Lembro-me de uma vez que fiz uma redação para o meu namorado e tínhamos a mesma professora. Ao ler, ela disse "não foi você quem escreveu isso... conheço o estilo de escrita da sua namorada..." Ri muito quando meu namorado me contou, pois fiquei feliz...a minha professora conhecia o meu estilo e eu nem sabia que tinha isso...
Estamos falando de experiências de leitura e escrita. Pensando nisso lembrei-me da emoção que eu senti quando meus filhos leram pela primeira vez. CHOREI!Agradeci a Deus, à professora deles e pedi que Ele a abençoasse muito... E olha que essa professora passou por maus bocados naquele ano... Às vezes acho que deveria ter feito pedagogia e ter sido Peb I pois sentiria essa emoção muito mais vezes e saberia que eu havia feito parte desse processo tão lindo...Mas me contento em ver a evolução de meus alunos no processo de escrita e de ver que eles adoram quando eu invento minhas histórias na hora e produzo textos junto com eles.
Camila Nogueira
Doces recordações
Recordo-me de muitas coisas de minha vida. Das que trago em minha memória, o tempo de escola é uma delas. Lembro-me do meu primeiro dia de aula, da primeira professora,Dona Antonieta Borba, como se fosse hoje.
Com muito carinho e paciência, ia nos ensinando cada letrinha do alfabeto. Para cada letra que nos apresentava , recordo que tinha sempre uma historinha e melodia.
O material de apoio que usávamos na época era a cartilha "Caminho suave". No primeiro semestre usamos a cartilha cuja a ilustração da capa era duas crianças indo à escola e do segundo semestre era as mesmas crianças voltando da escola...
Dona Antonieta toda semana, principalmente aos sábados (naquela época tínhamos aulas nesse dia) nos entregava um livrinho bem fininho, com letras enormes. Em casa, sentava no alpendre com minha mãe, ela lia aquelas historinhas e eu a escutava e tentava fazer igual. Até que um dia, surpreendentemente, como um "clique" comecei a ler e entender a magia da leitura.
Foi um momento prazeroso, me sentia uma "adulta". Lia tudo o que via pela frente.
A leitura passou a fazer parte da minha vida, é uma maneira de me desligar do mundo monótomo,viajar, rir e me emocionar. Além de trazer conhecimento.Enfim, ler é muito fascinante.
Sinto muitas saudades dos causos contados por meus pais e tios. Penso que ouvir essas histórias aguça a criatividade de escrita e o prazer da leitura.
ANA PAULA BUCK MARCOS RICCIOPPO MARTINS
Tudo começa no Lar
Eu não me lembro bem quando se deu minha primeira experiência com os textos escritos, mas me lembro em casa de meus pais, na infância, havia muitos livros. Lembro-me também que muitas vezes minha mãe lia para mim, e outras vezes contava histórias que me maravilhavam e enchiam meu imaginário. Meu pai também gostava de contar histórias, dizia ele que eram casos realmente acontecidos nas suas andanças pelo sertão nordestino.
De qualquer forma, tive uma infância muito privilegiada quanto à leitura. Os livros de que mais gostava eram os que, claro, tinham figuras, figuras grandes e coloridas que me encantavam. Mas, não sei se felizmente ou felizmente, eu lembro de mim já leitora - claro, não uma leitoooooraaa...
Claudia de Lima Mandu Ferraz de Arruda
Vi"vendo" a leitura
A minha primeira experiência com a leitura e a escrita não foi muito agradável.
Quando cursava a 1ª série (hoje 2º Ano) minha professora vivia chamando minha mãe para comparecer à escola, pois dizia que eu não desempenhava meu papel em sala de aula, tinha muitas dificuldades, etc.; minha mãe tentava me ajudar em casa, sem sucesso, levei muitas "livradas" na cabeça por não conseguir ler. Um dia essa professora exonerou o cargo, pois se ausentava muito, e já no primeiro dia em que a outra professora assumiu, já solicitou que minha mãe comparecesse à escola no dia seguinte. E mais uma vez lá foi a minha mãe, no entanto, a professora questionou-a porque nunca havia me levado a um oftalmologista, pois ela tinha certeza que eu apresentava dificuldades por causa da visão. Dias depois, eu estava lendo muito bem graças aos meus óculos.
E assim comecei a ler vários e vários livros.... nunca li a "Ilha Perdida" como os demais colegas, mas o livro que li e reli foi "A marca de uma lágrima", de Pedro Bandeira, o qual recomendo sempre aos meus alunos. Gosto de ler várias coisas, até bula de remédio, e sempre com meus óculos me acompanhando!
CRISTIANA APARECIDA BUSSADORI PAPASSIDRO
Camila, Ana Paula, Claudia e Cristiana, parabéns pelo blog! Continuem nos encantando com palavras.
ResponderExcluirAbraços!
Marli Pizzi